“Estou com a consciência e a ficha limpa”
SUL FLUMINENSE
Em visita na tarde de ontem ao A VOZ DA CIDADE, o candidato a deputado federal pelo PRTB, Paulo Baltazar, ex-deputado federal em 1998 e 2002, e ex-prefeito de Volta Redonda em 1992, chegou mostrando otimismo e confiança. Com o slogan “O guerreiro está de volta”, Baltazar, que é médico e professor, falou sobre suas conquistas em sua trajetória política, seus projetos para a região e sobre a citação de seu nome na CPI das Ambulâncias, na qual após quatro anos nada foi provado contra ele.
Baltazar classificou sua atuação na vida pública como desafiadora. “A minha história na política sempre foi, de certa forma, desafiadora para mim, e sempre desafiando a realidade. Em 1988, quando fui eleito vereador, peguei uma situação dramática em Volta Redonda. A cidade estava um caos, com uma corrupção alarmante”, analisou, destacando que como vereador enfrentou a situação, fato que marcou sua trajetória política. “Fiz um enfrentamento à oposição, à corrupção e à desordem que tomavam conta da cidade. Como médico voluntário na periferia de Volta Redonda via que a população não tinha sequer água tratada e rede de esgoto. Na época havia, inclusive, um grupo de extermínio atuando no município. Após este mandato fui eleito prefeito municipal”, conta Baltazar.
No cargo de chefe da administração municipal, o candidato relembrou o momento complicado no qual a cidade vivia com o processo de privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). “Logo no início do meu governo fui o único a mostrar um posicionamento claramente contra a forma como ela se deu. Depois de muita luta consegui uma liminar para cobrar o passivo ambiental para a cidade e ganhamos esse processo”, diz, explicando ainda o motivo de ter ficado preso por cinco dias, durante seu mandato, por não concordar com a decisão de um juiz. “Fui preso por não concordar em entregar 1/3 da arrecadação da cidade a um pequeno grupo de funcionários que exigiam a equiparação com a Câmara de Vereadores. Na época a arrecadação de Volta Redonda era de apenas R$ 40 milhões. Não havia condição de realizar este pagamento. Durante este período continuei despachando de dentro do quartel, até que o Tribunal de Justiça mandou me soltar. Entendo que ainda cabia recurso da sentença, mesmo assim, na ocasião, o juiz mandou me processar por desobediência à ordem judicial. Eu estava defendendo o dinheiro público”, esclarece.
Dentre outras realizações como prefeito, Baltazar também citou a construção de mais de 250 quilômetros de redes de água e esgoto na periferia e a urbanização da cidade. “A oposição dizia que eu estava gastando dinheiro com obras que não trariam votos. Mas não eram obras de voto, mas de qualidade de vida. Levei água limpa e tratamento de esgoto para comunidades carentes, proporcionando dignidade a esta população. E com a urbanização ajudei a cidade a perder aquela cor cinza, típica da poluição, para apresentar mais vida e cor, melhorando a autoestima dos moradores”, aponta, destacando que esta e outras realizações, entre elas o aumento da arrecadação de R$ 40 milhões para R$ 160 milhões, o ajudaram a ser apontado por uma pesquisa Vox Populi do Jornal do Brasil de 1996 como o melhor prefeito entre as 15 maiores cidades do estado do Rio.
Ao deixar a prefeitura, já que naquela época não era permitida a reeleição, Baltazar elegeu seu sucessor Antonio Francisco Neto e logo depois foi eleito deputado federal, no qual, entre seus trabalhos, sua atuação na CPI do Narcotráfico foi marcante. “Atuei na CPI do Narcotráfico e recebi muitas ameaças. Como relator da CPI mostrei como o tráfico de drogas se infiltra em toda a sociedade, inclusive na política. Muitos políticos, inclusive, se elegem com recursos do narcotráfico. Paguei o preço com o meu mandato pela coragem de enfrentá-los. Envolveram meu nome na questão das ambulâncias. Mas depois de quatro anos não existe nenhuma prova contra mim. Tenho a ficha e a consciência limpas. Não devo, não tremo e não temo”, citou.
Perguntando se essa questão pode influenciar nestas eleições, o candidato à Câmara Federal frisou que a população está vacinada e que o incentivo que recebeu das pessoas foi o que o fez se candidatar. “Não tenho dúvida que os que os estão por trás do narcotráfico utilizarão essa questão. Mas a população já sabe quem está por trás disto. Nestes primeiros momentos de campanha tenho priorizado as reuniões e conversar sobre apoios e parcerias, mas tenho sido muito bem recebido pela população. E garanto: se eleito vou continuar minha luta, minha batalha para combater o narcotráfico”, assegura.
AÇÕES EM PROL DA REGIÃO
Sobre suas frentes de trabalho, caso eleito para a Câmara Federal, além de garantir que voltará a abordar a questão do narcotráfico, Paulo Baltazar citou que a seu ver a região com maior potencial de crescimento e desenvolvimento econômico do país é a Sul Fluminense, pela sua localização entre o eixo Rio-São Paulo, maiores centros comerciais e produtores. “É a região mais industrializada do estado, com relação direta com o ABC paulista (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul), mas é preciso trabalhar com planejamento estratégico regional, levando em conta o potencial de cada cidade e com recursos proporcionais para elas. É de suma importancia um planejamento em longo prazo para não favelizar”, observa.
As Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, e a Copa do Mundo de 2014, na qual o Brasil é sede, são eventos em que, segundo o candidato, a região pode também se beneficiar. “Se a região for bem trabalhada podemos atrair esses eventos e ser sede de jogos ou de treinamentos para equipes participantes. Mas é preciso investir em infraestrutura, em transporte”, avalia, citando ainda o Aeroporto Regional, que consegui, em 2003, incluir no Plano Plurianual (PPA) 2004/2007 e vou brigar para que saia do papel, assim como o Trem Bala, para que realmente a região tenha uma parada. “Não importa qual cidade, mas a região precisa ser contemplada com uma. E analisando as cidades que possuem paradas do Trem Bala, todas possuem nas proximidades um aeroporto”, salienta.
A região ser reconhecida como formadora e até exportadora de mão de obra qualificada, com a implantação de uma Universidade Tecnológica do Sul, através de um esforço dos governos federal e estadual, o Hospital Regional ter um atendimento exclusivo em áreas que a região é carente, de alta complexidade e com tratamento de excelência e também ser sede de um centro para dependentes químicos de excelência nacional são outras ações pelas quais o candidato garantiu lutar. “Tenho muitos sonhos, mas a questão é que muitos já poderiam até ter sido realizados. Um exemplo é a duplicação da Serra das Araras, que segundo informações que recebi já poderia estar concluída ou em andamento, mas a alegação é a falta de recursos. A duplicação é necessária, pois liga de maneira efetiva o Rio a São Paulo”, explica.
Hoje, Baltazar trabalha no Hospital de Emergência de Resende como médico de família e no hospital de Quatis, e continua até hoje atendendo em comunidades de Volta Redonda. Foi filiado ao PSB por 22 anos, mudou para o PT e é candidato a deputado federal pelo PRTB.
Algumas realizações como prefeito
- Prefeito de Volta Redonda entre 1993 e 1996, foi apontado pela Pesquisa Vox Populi do Jornal do Brasil de 1996 como o melhor prefeito entre as 15 maiores cidades do estado do Rio;
- Saneou as finanças da Prefeitura Municipal de Volta Redonda, elevando a arrecadação de R$ 40 milhões para R$ 160 milhões;
- Implantou o Orçamento Participativo;
- Construiu mais de 250 quilômetros de redes de água e esgoto na periferia;
- Criou o Plano de Cargos e Salários do funcionalismo;
- Elevou Volta Redonda à primeira cidade em qualidade de vida do interior do estado em 1995.
Algumas realizações como deputado federal
- Iniciou a Construção da Rodovia do Contorno, interligando as rodovias BR-116 à BR-393 para tirar o trânsito de cargas pesadas e tóxicas de dentro de Volta Redonda. Como deputado federal conseguiu recursos para a obra;
- Eleito duas vezes consecutivas deputado federal com a maior votação da história do sul do estado;
- Na Câmara dos Deputados fez parte de importantes comissões. Foi subrelator da CPI do Narcotráfico, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, vice-presidente da CPI do Mensalão, titular da CPI do Tráfico de Armas e coordenador do Grupo de Trabalho de Segurança Nuclear;
- Representou o Poder Legislativo do Brasil em vários países, como Argentina, Itália, Alemanha e Estados Unidos, discutindo questões ambientais e combate à violência;
- Trouxe mais de R$ 41milhões em emendas individuais e de bancada para a região;
- Através de emendas individuais, em 2006 e 2007 implantou 50 núcleos do projeto Esporte Você em Volta Redonda, Barra do Piraí, Barra Mansa, Resende, Porto Real, Quatis e Itatiaia, oferecendo atividades esportivas e de lazer gratuitas para as comunidades;
Através da Rede de Solidariedade, ONG fundada por Baltazar em 1997, ofereceu cursos básicos de informática, cabeleireiro, culinária e depilação, formando mais de 7,6 mil alunos.
MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL A VOZ DA CIDADE

Em visita na tarde de ontem ao A VOZ DA CIDADE, o candidato a deputado federal pelo PRTB, Paulo Baltazar, ex-deputado federal em 1998 e 2002, e ex-prefeito de Volta Redonda em 1992, chegou mostrando otimismo e confiança. Com o slogan “O guerreiro está de volta”, Baltazar, que é médico e professor, falou sobre suas conquistas em sua trajetória política, seus projetos para a região e sobre a citação de seu nome na CPI das Ambulâncias, na qual após quatro anos nada foi provado contra ele.
Baltazar classificou sua atuação na vida pública como desafiadora. “A minha história na política sempre foi, de certa forma, desafiadora para mim, e sempre desafiando a realidade. Em 1988, quando fui eleito vereador, peguei uma situação dramática em Volta Redonda. A cidade estava um caos, com uma corrupção alarmante”, analisou, destacando que como vereador enfrentou a situação, fato que marcou sua trajetória política. “Fiz um enfrentamento à oposição, à corrupção e à desordem que tomavam conta da cidade. Como médico voluntário na periferia de Volta Redonda via que a população não tinha sequer água tratada e rede de esgoto. Na época havia, inclusive, um grupo de extermínio atuando no município. Após este mandato fui eleito prefeito municipal”, conta Baltazar.
No cargo de chefe da administração municipal, o candidato relembrou o momento complicado no qual a cidade vivia com o processo de privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). “Logo no início do meu governo fui o único a mostrar um posicionamento claramente contra a forma como ela se deu. Depois de muita luta consegui uma liminar para cobrar o passivo ambiental para a cidade e ganhamos esse processo”, diz, explicando ainda o motivo de ter ficado preso por cinco dias, durante seu mandato, por não concordar com a decisão de um juiz. “Fui preso por não concordar em entregar 1/3 da arrecadação da cidade a um pequeno grupo de funcionários que exigiam a equiparação com a Câmara de Vereadores. Na época a arrecadação de Volta Redonda era de apenas R$ 40 milhões. Não havia condição de realizar este pagamento. Durante este período continuei despachando de dentro do quartel, até que o Tribunal de Justiça mandou me soltar. Entendo que ainda cabia recurso da sentença, mesmo assim, na ocasião, o juiz mandou me processar por desobediência à ordem judicial. Eu estava defendendo o dinheiro público”, esclarece.
Dentre outras realizações como prefeito, Baltazar também citou a construção de mais de 250 quilômetros de redes de água e esgoto na periferia e a urbanização da cidade. “A oposição dizia que eu estava gastando dinheiro com obras que não trariam votos. Mas não eram obras de voto, mas de qualidade de vida. Levei água limpa e tratamento de esgoto para comunidades carentes, proporcionando dignidade a esta população. E com a urbanização ajudei a cidade a perder aquela cor cinza, típica da poluição, para apresentar mais vida e cor, melhorando a autoestima dos moradores”, aponta, destacando que esta e outras realizações, entre elas o aumento da arrecadação de R$ 40 milhões para R$ 160 milhões, o ajudaram a ser apontado por uma pesquisa Vox Populi do Jornal do Brasil de 1996 como o melhor prefeito entre as 15 maiores cidades do estado do Rio.
Ao deixar a prefeitura, já que naquela época não era permitida a reeleição, Baltazar elegeu seu sucessor Antonio Francisco Neto e logo depois foi eleito deputado federal, no qual, entre seus trabalhos, sua atuação na CPI do Narcotráfico foi marcante. “Atuei na CPI do Narcotráfico e recebi muitas ameaças. Como relator da CPI mostrei como o tráfico de drogas se infiltra em toda a sociedade, inclusive na política. Muitos políticos, inclusive, se elegem com recursos do narcotráfico. Paguei o preço com o meu mandato pela coragem de enfrentá-los. Envolveram meu nome na questão das ambulâncias. Mas depois de quatro anos não existe nenhuma prova contra mim. Tenho a ficha e a consciência limpas. Não devo, não tremo e não temo”, citou.
Perguntando se essa questão pode influenciar nestas eleições, o candidato à Câmara Federal frisou que a população está vacinada e que o incentivo que recebeu das pessoas foi o que o fez se candidatar. “Não tenho dúvida que os que os estão por trás do narcotráfico utilizarão essa questão. Mas a população já sabe quem está por trás disto. Nestes primeiros momentos de campanha tenho priorizado as reuniões e conversar sobre apoios e parcerias, mas tenho sido muito bem recebido pela população. E garanto: se eleito vou continuar minha luta, minha batalha para combater o narcotráfico”, assegura.

Sobre suas frentes de trabalho, caso eleito para a Câmara Federal, além de garantir que voltará a abordar a questão do narcotráfico, Paulo Baltazar citou que a seu ver a região com maior potencial de crescimento e desenvolvimento econômico do país é a Sul Fluminense, pela sua localização entre o eixo Rio-São Paulo, maiores centros comerciais e produtores. “É a região mais industrializada do estado, com relação direta com o ABC paulista (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul), mas é preciso trabalhar com planejamento estratégico regional, levando em conta o potencial de cada cidade e com recursos proporcionais para elas. É de suma importancia um planejamento em longo prazo para não favelizar”, observa.
As Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, e a Copa do Mundo de 2014, na qual o Brasil é sede, são eventos em que, segundo o candidato, a região pode também se beneficiar. “Se a região for bem trabalhada podemos atrair esses eventos e ser sede de jogos ou de treinamentos para equipes participantes. Mas é preciso investir em infraestrutura, em transporte”, avalia, citando ainda o Aeroporto Regional, que consegui, em 2003, incluir no Plano Plurianual (PPA) 2004/2007 e vou brigar para que saia do papel, assim como o Trem Bala, para que realmente a região tenha uma parada. “Não importa qual cidade, mas a região precisa ser contemplada com uma. E analisando as cidades que possuem paradas do Trem Bala, todas possuem nas proximidades um aeroporto”, salienta.
A região ser reconhecida como formadora e até exportadora de mão de obra qualificada, com a implantação de uma Universidade Tecnológica do Sul, através de um esforço dos governos federal e estadual, o Hospital Regional ter um atendimento exclusivo em áreas que a região é carente, de alta complexidade e com tratamento de excelência e também ser sede de um centro para dependentes químicos de excelência nacional são outras ações pelas quais o candidato garantiu lutar. “Tenho muitos sonhos, mas a questão é que muitos já poderiam até ter sido realizados. Um exemplo é a duplicação da Serra das Araras, que segundo informações que recebi já poderia estar concluída ou em andamento, mas a alegação é a falta de recursos. A duplicação é necessária, pois liga de maneira efetiva o Rio a São Paulo”, explica.
Hoje, Baltazar trabalha no Hospital de Emergência de Resende como médico de família e no hospital de Quatis, e continua até hoje atendendo em comunidades de Volta Redonda. Foi filiado ao PSB por 22 anos, mudou para o PT e é candidato a deputado federal pelo PRTB.
Algumas realizações como prefeito
- Prefeito de Volta Redonda entre 1993 e 1996, foi apontado pela Pesquisa Vox Populi do Jornal do Brasil de 1996 como o melhor prefeito entre as 15 maiores cidades do estado do Rio;
- Saneou as finanças da Prefeitura Municipal de Volta Redonda, elevando a arrecadação de R$ 40 milhões para R$ 160 milhões;
- Implantou o Orçamento Participativo;
- Construiu mais de 250 quilômetros de redes de água e esgoto na periferia;
- Criou o Plano de Cargos e Salários do funcionalismo;
- Elevou Volta Redonda à primeira cidade em qualidade de vida do interior do estado em 1995.
Algumas realizações como deputado federal
- Iniciou a Construção da Rodovia do Contorno, interligando as rodovias BR-116 à BR-393 para tirar o trânsito de cargas pesadas e tóxicas de dentro de Volta Redonda. Como deputado federal conseguiu recursos para a obra;
- Eleito duas vezes consecutivas deputado federal com a maior votação da história do sul do estado;
- Na Câmara dos Deputados fez parte de importantes comissões. Foi subrelator da CPI do Narcotráfico, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, vice-presidente da CPI do Mensalão, titular da CPI do Tráfico de Armas e coordenador do Grupo de Trabalho de Segurança Nuclear;
- Representou o Poder Legislativo do Brasil em vários países, como Argentina, Itália, Alemanha e Estados Unidos, discutindo questões ambientais e combate à violência;
- Trouxe mais de R$ 41milhões em emendas individuais e de bancada para a região;
- Através de emendas individuais, em 2006 e 2007 implantou 50 núcleos do projeto Esporte Você em Volta Redonda, Barra do Piraí, Barra Mansa, Resende, Porto Real, Quatis e Itatiaia, oferecendo atividades esportivas e de lazer gratuitas para as comunidades;
Através da Rede de Solidariedade, ONG fundada por Baltazar em 1997, ofereceu cursos básicos de informática, cabeleireiro, culinária e depilação, formando mais de 7,6 mil alunos.
MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL A VOZ DA CIDADE
http://www.avozdacidade.com/portal/politica/htm000021708.asp
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